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Exportação de carne de coelho cresce no país

Carne de coelho amplia presença no mercado


Foto: Pixabay

A criação de coelhos, conhecida como cunicultura, tem ganhado espaço como atividade produtiva no Paraná, embora ainda opere em escala limitada diante do potencial de mercado. As informações constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Segundo o levantamento, o coelho, classificado como mamífero da ordem Lagomorpha, é um animal de rápido crescimento e alta capacidade reprodutiva, o que permite ciclos produtivos mais curtos. O boletim destaca que “é um animal prolífero e de rápido crescimento, o que gera um rápido ciclo produtivo”.

A carne de coelho também é apontada como diferencial no mercado. De acordo com o documento, “a carne apresenta um alto valor energético e também baixos teores de colesterol”, com teor de proteína de 28% e gordura de 10,2%, índices superiores aos observados em outras carnes como frango, bovinos e suínos.

Além da carne, a atividade permite o aproveitamento de diferentes produtos. O relatório afirma que “a cunicultura oferece várias vantagens, entre elas o fato de se poder explorar carne, peles, patas, esterco e filhotes (pet shop)”, ampliando as possibilidades de renda ao produtor.

Apesar desse potencial, a atividade ainda é desenvolvida majoritariamente de forma complementar nas propriedades. Segundo o boletim, “a maioria dos criadores de coelhos (granjas) desenvolvem a atividade paralelamente à outra principal, com pequenos plantéis”.

Os dados mais recentes indicam que a produção ainda atende, com dificuldade, o mercado interno. “Sabe-se que a produção atual mal dá para atender o mercado interno, embora se saiba que o mercado externo seja significativo e promissor”, aponta o documento, ao citar países como França, Itália e Espanha, onde o consumo é mais elevado.

No Paraná, não há um mapeamento completo da produção comercial, mas levantamentos do Deral indicam evolução ao longo dos anos. O Censo Agropecuário de 2006 registrou 54.208 coelhos no estado, enquanto o levantamento do IBGE de 2017 apontou 23.625 animais distribuídos em 2.040 estabelecimentos.

Mais recentemente, dados do próprio Deral mostram variação na atividade. Em 2023, a cunicultura gerou renda bruta de R$ 2,241 milhões no estado, com um plantel de 27.181 animais e produção de 183.198 quilos de carne. Já em 2024, a renda recuou para R$ 1,815 milhão, com 24.170 animais e abate de 145.660 quilos.

A produção está concentrada em municípios como Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, que lideram tanto em número de animais quanto em volume abatido.

No mercado externo, o Brasil ampliou as exportações de carne de coelho em 2025. Segundo o sistema Agrostat Brasil, foram embarcados 14.892 quilos, com receita de US$ 33.343, crescimento de 145,5% em volume e 157,2% em valor em relação a 2024.

As vendas foram realizadas por empresas da Bahia, Pará e Maranhão, tendo como principais destinos países como Ilhas Marshall, Libéria, Singapura, Panamá e Noruega. O boletim conclui que, apesar da escala ainda limitada, a atividade reúne características que podem favorecer sua expansão, especialmente diante da demanda por proteína e da diversificação de produtos de origem animal.

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